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Pedagogia crítica e engajada para promoção da paz


III Seminário Internacional traz reflexões do fazer docente e experiências da Espanha. Evento segue até quinta-feira, 25.


Publicado em 25 de Abril de 2024 às 09:37.

Como fazer do mundo um lugar mais justo e melhor para se viver? E qual o papel do professor nesta missão? Foi com essas provocações que os participantes iniciaram a manhã de quarta-feira, 24, no III Seminário Internacional de Formação de Professores, evento integrante do V Encontro de Licenciaturas e Pesquisa em Educação (Elped), no Campus Iporá.

Para essa discussão os convidados foram a professora Maria Dolores Fernández Malanda, da Universidade de Burgos (Espanha), e o professor Romilson Siqueira, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Enquanto este problematizou a questão do fazer docente comprometido, Malanda trouxe experiências de práticas e projetos realizados há mais de 20 anos nos países latinoamericanos Colômbia e Bolívia.

Na Colômbia, estudantes de psicologia atendem jovens soldados resgatados que haviam sido recrutados pela guerrilha armada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em um projeto para resolução de conflitos. Já Potosí/Bolívia, a luta é por dignidade para crianças trabalhadoras – Malanda conta que lá o trabalho é permitido constitucionalmente a partir de 10 anos e as mais de 600 que fazem parte de um sindicato são obrigadas a estudar. “Não basta não haver guerra, é necessário promover uma cultura de paz, compaixão e solidariedade”, defende a professora, citando o pedagogo brasileiro Paulo Freire como referência em vários momentos.

Os trabalhos apresentados por Malanda são creditados por Romilson como exemplos de educação transformadpra, com compromisso social e que mudam uma realidade social. “O ato docente é um ato político. Ninguém é neutro neste mundo. A pergunta que devemos fazer é qual o projeto social que preciso construir com meus alunos?”, provoca. Romilson acredita que a definição do conteúdo deve partir da autonomia institucional e não apenas dos documentos normativos, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “O professor não reproduz conteúdo, ele constrói conhecimento. Qual é o compromisso do IF Goiano nessa lógica”?

Para tanto, o professor lembra que é preciso encontrar estratégias para aprender como cada indivíduo aprende e, então, ensinar, com base do que encontr de comum na diversidade. Além da pedagogia engajada, ele defende a cooperação interinstitucional nessa batalha. “Precisamos unir as instituições de ensino e não competir”, reflete.

Lançamento de livros - Ao final da mesa-redonda, os participantes foram convidados a prestigiar o lançamento de duas obras no V Elped: Vozes no papel, dos alunos do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Nossa Senhora do Montesserrate (Caiapônia – GO) e Aromas e Cores, de autoria de Fabiana Fagundes. Ambos foram aprovados em edital lançado especificamente para o evento. 

 

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Redação Oficial do V Elped/IF Goiano

Republicada com acréscimo de informações